quarta-feira, 24 de abril de 2013

Marcha reúne 20 mil em Brasília

A marcha deste dia 24 de abri, contra a política econômica do governo agitou a capital federal e reuniu cerca de 20 mil pessoas. Entre elas estiveram trabalhadores rurais, sem-terras, ativistas do movimento por moradia, operários, professores, servidores públicos, aposentados, estudantes e ativistas ligados aos movimentos LGBTs.

A marcha saiu da frente do Estádio Nacional (Mané Garrincha), seguiu pela Esplanada dos Ministérios e terminou diante do Congresso Nacional.

A marcha deste dia 24 trouxe a Brasília diversas bandeiras de luta como a anulação da reforma da previdência de 2003 comprada com dinheiro do mensalão; o fim do fator previdenciário sem a aplicação da fórmula 85/95, que também prejudica as aposentadorias; o atendimento das reivindicações dos professores estaduais em greve; a defesa da reforma agrária, moradia e a luta contra o Acordo Coletivo Especial (ACE), que pretende flexibilizar os direitos trabalhistas.  

Trabalhadores do Campo
“A marcha demonstra que os trabalhadores já não se enganam com as notícias da grande mídia e com as falsas estatísticas do governo sobre o desenvolvimento do país. São várias as bandeiras apresentadas aqui. E todas elas com um posicionamento classista”, declarou Élio Neves da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Ferasp).
 Já Alexandre, representante do MST declarou: “Estamos em Brasília pra dizer que esse governo parou a reforma agrária. O governo Dilma é um dos piores nessa área".
 Quatro presos
A luta pelo o “fora Feliciano”, deputado homofóbico que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) Federal, não foi esquecida. Diante do Congresso Nacional foi realizado um beijaço contra o deputado, promovido pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel). Porém, quatro ativistas foram detidos quando tentavam colocar uma faixa pedindo a saída do deputado em um dos espaços do Congresso. Neste momento, advogados das centrais sindicais estão acompanhando o depoimento dos ativistas junto a polícia.

Luta da educação

A marcha registrou uma importante participação dos professores estaduais, com dos professores da rede estadual de São Paulo. A categoria entrou em greve na última sexta-feira, reivindicando a reposição salarial 36.74%, que são as perdas desde 1998.



segunda-feira, 22 de abril de 2013

São João em São Miguel das Matas!

São Miguel das Matas- Bahia
Este ano o São João de São Miguel das Matas será realizado pela primeira vez fora do centro comercial da cidade, o local escolhido pela Prefeitura é a Praça Orlando Spinola, na área em volta do antigo Mercado Municipal.
O Secretário de Cultura, Diógenes Sampaio, confirmou a mudança de local da realização dos festejos juninos a nossa reportagem.
Ainda segundo Diogénes, até o momento foram contratadas as bandas Canários do Reino e Catuaba com Amendoim e está negociando com Mulheres Perdidas, Arnaldo Farias, dentre outras atrações.

domingo, 21 de abril de 2013

Isso é Brasil: A farsa da copa do mundo no Brasil!


A copa de 2014 que será realizada no Brasil pode deixar uma herança maldita para o país, estados e cidades onde estará sendo realizado os jogos.

Inicialmente o governo federal anunciara que não faria investimentos públicos para viabilizar a construção de reforma de estádios públicos e/ou particulares e que esses investimentos deveriam ser feitos através de parcerias público privadas.

No entanto o que se vem acompanhando é uma mudança de comportamento do próprio governo federal que opera algumas instituições financeiras públicas como o BNDES e CAIXA, principais financiadores dos projetos.

O problema mais maior poderá surgir quando a "ressaca" pós evento passar. Arenas construídas em cidades  onde o futebol não oferece viabilidade para a manutenção deverão sugar os pacos recursos que os governos  admitem ter para a manutenção. Essa situação irá contrastar por muito tempo com a miséria existente em alguns estados mais pobres como Rio Grande do norte, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Desemprego em alta, péssima assistência a saúde pública, deficiência na estrutura educacional, aumento sucessiva de criminalidade. São alguns dos problemas mais presentes principalmente na região nordeste.

Porém um fato chama atenção para poucos que observam a cena. Alguns dos estado que estão sendo construídos com os recursos públicos ficaram sob administração privado por cerca de 30 anos e outros serão entregues a instituições públicas de interesse privado como é o caso do estadio "itaquerão" em São Paulo.

No estado do RN, o "elefante branco" que já está sendo chamado o estádio das dunas é um claro exemplo de estrutura que se tornará inviável pelo alto custo para os clubes mandar jogos no local além de levar em conta o fato de que os clubes da capitas (ABC, América, Alecrim) possuem estádio próprio ou está em construção como é o caso do estádio do dragão, propriedade do Amárica F.C.

Veja abaixo vídeo com comentário sobre o assunto.  

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Dilma responderá no STF por descumprimento da Lei de ensino de História da África e Cultura afrobrasileira nas Escolas - Lei 10.639


Dilma responderá no STF por descumprimento da Lei de ensino de História da África e Cultura afrobrasileira nas Escolas - Lei 10.639


dilma e africanosPRESIDENTE DILMA RESPONDERÁ NO STF PELO DESCUMPRIMENTO DA LEI 11.645 (10.639) sobre História da África cultura afrobrasileira, em face do despacho da Ministra Rosa Weber, nos autos do Mandado de Segurança 31.907, impetrado pelo IARA Instituto de Advocacia Racial e Ambiental e outros. A decisão (abaixo) foi publicada nesta segunda, 11.03.2013, e a intimação da Presidente da República ocorre em breve, juntamente com a Advocacia Geral da União. 44 Reitores permanecem como litisconsortes. 
Os autores recorrem amanha para notificar demais autoridades, inclusive o Ministro da Educação. 
O objetivo da ação já foi alcançado, muito embora a notificação de todos traria aos autos o quadro mais perfeito da atual situação de negativa de implementação da lei 10.639, o que ainda poderá ocorrer através de reconsiderarão da própria ministra relatora, ou com o deferimento da liminar, ou ainda através de recurso ao plenário. 
Várias mensagens de congratulações chegam aos autores, de todos os cantos do País  
Humberto Adami 
Advogado e Mestre em Direito 
Diretor do IARA - Instituto de Advocacia Racia

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O PT e as privatizações!

Concessões: a privatização nos dez anos de governo do PT Não é possível garantir serviços públicos a preços acessíveis e de qualidade seguindo a lógica de mercado ZÉ MARIA, DIREÇÃO NACIONAL DO PSTU Agência Brasil O setor de transporte é entregue às empresas privadas sob o eufemismo de concessão • Durante a campanha eleitoral à Presidência da República, o PT relembrou à exaustão as privatizações do governo FHC, a fim de se diferenciar do então candidato do PSDB, José Serra. Agora, mais recentemente, o partido vem fazendo uma campanha de comemoração dos dez anos de governo petista em que reafirma essa suposta diferença, já com vistas às eleições de 2014. Por esse discurso, o período FHC foi de neoliberalismo e de diminuição do papel do Estado, coisa que o atual governo estaria invertendo. A primeira parte da afirmação está certa, o PSDB fez isso mesmo. Mas e a segunda? Infelizmente, o governo Lula e agora o governo Dilma se embrenharam pelo mesmo caminho que um dia tanto criticaram, avançando em uma política de concessão que, na verdade, significa a privatização dos serviços públicos. O resultado é o mesmo dos anos FHC: serviços públicos essenciais ficam nas mãos da iniciativa privada, cuja lógica, como já sabemos muito bem, não é a de prestar o melhor serviço possível, mas de lucrar o máximo, custe o que custar. Estradas nas mãos das concessionárias privadas Quem mora no estado de São Paulo sabe o transtorno que é viajar pelas rodovias e enfrentar os intermináveis pedágios e seus preços extorsivos. Resultado da política do PSDB. Pois bem, esse é exatamente o modelo que o governo Dilma aposta para resolver o grave problema do transporte rodoviário e ferroviário do país. Concessões privadas que consumirão R$ 133 bilhões em investimentos e que serão entregues depois para o capital privado gerir. As empresas vencedoras poderão explorar o serviço durante 30 anos, contarão com financiamento público a juros baixíssimos com prazo de até 25 anos e uma taxa de retorno garantido pelo governo de “pelo menos 9%”, segundo o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega. Um lucro difícil de conseguir em qualquer outro setor, verdadeiro presente de pai para filho. Aliás, o governo Lula inovou na arte de privatizar. A lei que criou as Parcerias Público Privadas, as PPP’s, de 2004, além de garantir financiamento público para serviços que seriam tocados pelo setor privado, instituiu uma espécie de seguro para esses investimentos, no caso deles não terem o retorno esperado. Ou seja, é o mundo perfeito dos capitalistas, o capitalismo sem risco, onde o único “perigo” é ganhar pouco. Todas as grandes obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo tocadas através das PPP’s, inclusive a construção dos grandes estágios da Copa. No setor dos transportes, o modelo de parcerias com o capital privado e concessões não se restringe às rodovias. As ferrovias também serão entregues de vez ao capital privado. Depois de ter sido sucateado e passado por um forte processo de privatização, esta será a pá de cal num meio que poderia ser uma grande alternativa de transporte, barata e ecológica, em contraposição ao caro e poluente modelo rodoviário. No caso das concessões das ferrovias, as empresas terão carta branca para definir todos os rumos do projeto, do desenho à construção e operação do setor. Todas as obras de infraestrutura e logística planejadas pelo governo seguem o mesmo sentido: a entrega do setor às empresas sob o eufemismo da “concessão”. Nesse mesmo caminho seguem os portos e aeroportos, todos oferecidos à iniciativa privada junto com pacotes de bondade que inclui financiamento do BNDES. Estuda-se, inclusive, a possibilidade de grandes grupos financeiros internacionais se associarem a bancos como Caixa Econômica e Banco do Brasil para participarem desse processo. Algo que já acontece na privatização dos aeroportos. Cumbica (Guarulhos), JK (Brasília) e Viracopos (Campinas) foram entregues a consórcios formados por grandes empreiteiras brasileiras associadas a grupos estrangeiros. Estamos diante da privatização de áreas essenciais ao país com a possibilidade de desnacionalização. Eletrobras estatal? Essa política de privatização levada a cabo pelo governo do PT vai mostrar o que já demonstraram os anos FHC: não é possível garantir serviços públicos a preços acessíveis e de qualidade seguindo a lógica de mercado. Aliás, isso já está sendo mais do que provado com o recente impasse criado em torno do setor elétrico. Aprovado pelo Congresso no final de 2012 e anunciada com pompa pela presidente Dilma em cadeia de rádio e televisão em janeiro, a redução da tarifa da energia elétrica seria uma medida progressiva, representando um pequeno alívio para milhões de famílias que deixariam de pagar alguns reais a mais na conta de luz ao final do mês, Sabemos que se trata ainda de uma medida limitada, que beneficiou principalmente as grandes empresas, as que mais consomem energia e que, sim, tiveram uma grande redução no preço da energia. O problema é que mesmo essa política extremamente limitada esbarra no caráter privado do funcionamento da Eletrobras. Assim como a Petrobrás, a estatal responsável por coordenar as empresas do setor elétrico no país já não é inteiramente pública, mas uma empresa de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa. Tão logo foi anunciada a redução da tarifa, o valor das ações caiu diante da expectativa de lucros menores e a empresa registrou, de outubro a dezembro de 2012, um “prejuízo” de R$ 10 bilhões, divulgado como “o maior prejuízo de uma empresa no Brasil”. Na verdade, o que foi amplamente noticiado como prejuízo foi a queda do valor de mercado da empresa, já que a redução mesmo da tarifa ainda nem havia entrado em vigor. Pois bem, como qualquer empresa privada, a Eletrobras vai agora compensar por outros meios o que vai deixar de arrecadar com as tarifas. Está contratando uma empresa estrangeira de auditoria para “maximizar” os resultados, mas algumas medidas já estão na agulha. Ela prevê, entre outras coisas, o avanço da privatização da empresa via emissão de ações, a venda de empresas de distribuição de energia e um corte de 30% nas verbas de custeio, que inclui um plano de demissão em massa. Para manter o retorno dos investidores, a empresa pretende mandar para a rua até 20% dos atuais 30 mil funcionários. Não é preciso se apoiar em nenhuma grande firma de auditoria para prever os resultados desse arrocho que está sendo preparado pela empresa. Precarização do serviço, problemas de segurança, apagão etc. Exatamente o que estamos vendo acontecer com a Petrobrás e seus cada vez mais frequentes acidentes e suas plataformas interditadas. O barato, que é a redução das tarifas, vai acabar saindo caro com o avanço da privatização e da precarização do setor, que vai se traduzir em maiores gastos e tarifas mais caras em um futuro não tão distante. Serviços públicos têm que ser garantidos por empresas públicas Não é à toa que, durante as últimas campanhas eleitorais, o PT bateu na tecla das privatizações, embora coloque em prática a mesma política com outro nome. O governo sabe que a população, por sua própria experiência, tem ojeriza à privatização. Isso porque a prática dos últimos anos mais do que provou o antagonismo entre serviços públicos de qualidade e a lógica do mercado, que pressupõe o lucro acima de tudo. A ideia de que a tal “racionalidade” da lógica privada iria conferir maior qualidade e eficiência ao setor público mostrou não ser mais do que uma falácia. E quando a sede por lucros está junto a alianças espúrias com setores do Estado, o resultado tende a ser ainda mais trágico. O Brasil não vai ter uma infra-estrutura decente de rodovia sem pedágios escorchantes enquanto as estradas estiverem nas mãos dos consórcios privados. Não vai ter ferrovias funcionando de norte a sul, transportando cargas e passageiros a preços justos, enquanto a malha ferroviária estiver nas mãos daqueles mesmos que destruíram o setor nos últimos anos. E não vai ter produção e distribuição de energia elétrica, barata à população, enquanto todo o setor elétrico não for novamente 100% estatal e estiver funcionando a serviço dos interesses da população e não de meia dúzia de acionistas.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Neopentencostais e religiões afro-brasileiras.

Neopentencostais e religiões afro-brasileiras.
A uma plateia de estudiosos da religião vindos de mais de trinta países para a Conferência sobre o Cristianismo na América Latina e no Caribe, realizada em São Paulo em 2003, o padre e escritor José Oscar Beozzo [1] afirmou: “O crescimento das igrejas pentecostais é o fenômeno mais espetacular no panorama religioso da América Latina nas últimas décadas”. A face verde-amarela do fenômeno se traduz em dados como os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que o total de evangélicos no país – incluídos aí todos os ramos, desde os protestantes históricos, como luteranos e presbiterianos, até os neopentecostais – passou de 9,05% da população em 1991 para 15,45% no ano 2000. Um salto, em números absolutos, de cerca de 13 milhões para aproximadamente 26 milhões de pessoas.
O estudo Economia das religiões: mudanças recentes, publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2007, mostra que pela primeira vez, em mais de um século, a taxa de participação dos católicos deixou de cair e manteve-se “estável no primeiro quarto de década, com 73,79% em 2003”. Os evangélicos seguem crescendo, mas agora angariando seu público no segmento dos sem-religião – grupo que caiu de 7,4% para 5,1%. Para os autores, os dados demonstram claramente que “a velha pobreza brasileira” (por exemplo, a das áreas rurais do Nordeste) continua católica, enquanto “a nova pobreza” (na periferia das grandes cidades) “estaria migrando para as novas igrejas pentecostais e para os chamados segmentos sem-religião”.
Tamanhas migrações não ocorrem – e na verdade nunca ocorreram – de forma tão pacífica quanto se poderia imaginar numa seara que lida com o espiritual. “Sempre houve uma disputa de religiosidades no campo religioso brasileiro”, diz Vagner Gonçalves da Silva, professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. “O que é característico, porém, é que as religiões dialogam, mesmo sob o contexto da disputa.” 
Silva é o organizador do livro Intolerância religiosa – Impactos do neopentecostalismo no campo religioso afro-brasileiro (São Paulo: Edusp, 2008), em que estudiosos de diversas instituições analisam algumas das facetas dessa realidade complexa. Um dos focos principais é o acirramento da disputa religiosa nas últimas décadas. De uma parte, porque a luta para conquistar novos adeptos não se restringe mais a púlpitos e altares: a eles se agregaram as tribunas e palanques da política e as luzes dos auditórios e palcos da mídia. De outra, porque o segmento evangélico neopentecostal – o que mais cresce no País, representado por denominações como a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a Igreja Internacional da Graça e a Igreja Renascer em Cristo – encontrou no ataque aos cultos afro-brasileiros um “diferencial de mercado” para fazer seu proselitismo.
Num dos artigos, Ari Pedro Oro [2], professor de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, qualifica a Iurd como “neopentecostal macumbeira” e “igreja religiofágica” – por incorporar em seu repertório termos do vocabulário das religiões afro, como “descarrego”, “encosto”, “trabalho”, “amarrar” etc. Por sua vez, Ricardo Mariano, professor da pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, salienta que “a tolerância religiosa pode conviver com a discriminação religiosa” e que “esta pode ocorrer, não importa se com mais ou menos frequência, num contexto de liberdade religiosa”.
“A escolha do título do livro não foi ingênua, foi pensada”, diz o antropólogo Silva. Se nunca houve uma aceitação plena das religiões de herança africana, considera, pelo menos não se criava em plano nacional “uma visão tão negativizada do sistema afro-brasileiro”. A introdução do volume, assinada pelo organizador, levanta alguns casos que atestam a nova realidade da intolerância, mas ao mesmo tempo registra vitórias na Justiça obtidas por adeptos que se sentem atingidos por discriminação religiosa. A mais emblemática delas foi o da indenização à família de Mãe Gilda, mãe-de-santo cuja foto apareceu numa edição do jornal Folha Universal, da Iurd, em 1999, numa matéria intitulada “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A foto foi reproduzida de uma edição da revista Veja de 1992, em que Mãe Gilda aparecia numa manifestação pelo impeachment de Fernando Collor. Em 2004, o juiz da 17ª Vara Cível de Salvador assinou sentença que obrigava a Iurd a indenizar os familiares em R$ 1,372 milhão por danos morais (o equivalente a R$ 1,00 para cada exemplar da edição, valor que acabou reduzido posteriormente). De acordo com a família, Mãe Gilda faleceu de tristeza três meses depois da difusão do texto no jornal da Universal.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Alimentos em Superinflação!

Superinflação dos alimentos no país da super-safra 


 


 
 
  Preço do tomate vem causando indignação

• Os trabalhadores estão vendo que ir à feira ou ao mercado está cada vez mais caro, o dinheiro acaba e o carrinho de compras não enche. Nos últimos 12 meses, o tomate aumentou 122,13% e a farinha de mandioca 151,39%. Só no mês passado o preço da cebola aumentou 21,43%, do açaí 18,31%, da cenoura 14,96% e do feijão 9,08%. O tomate, que tem causado (com razão) muitas reclamações entre os trabalhadores, 6,14%(dados do IBGE).
O que causa estranheza é o fato de que esta superinflação veio acompanhada por outra realidade do campo: a super-safra de grãos, que alcançou a produção de 184 milhões de toneladas (10% superior ao ano passado), a maior colheita já registrada no Brasil. Toda esta produção das chamadas commodities agrícolas (mercadorias produzidas em larga escala com vista à exportação, como a soja e o milho) tem aumentado imensamente o lucro do grande agronegócio brasileiro e sufocado o pequeno produtor rural. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a área plantada de soja registrou no último ano um crescimento de 2,67 milhões de hectares. Os milionários do agronegócio estão rindo à toa.

Outro dado marcante deste ano é o crescimento do “mercado dos artigos de luxo” no interior do Brasil. Estas informações mostram como no campo brasileiro uma ínfima minoria tem faturado muito com a política agropecuária brasileira de privilégio ao agronegócio. De acordo com pesquisas da MCF, uma consultoria em produtos para a “classe A” no Brasil, “o luxo no Brasil tem sido descentralizado, embora ainda tenha maior representação no sudeste. Regiões do agronegócio, no entanto, têm registrado cada vez mais pessoas da classe A, e é por elas que marcas de luxo procuram”. Numa entrevista com o diretor da Land Rover no Brasil, este cita que um dos carros mais procurados pelos produtores rurais em ascensão trata-se de um esportivo de auto-luxo que custa mais de R$400 mil.

Para quem governa a presidente Dilma?
O Governo de Dilma Roussef tem mostrado de que lado está ao contribuir diretamente para a concentração de terras no campo brasileiro. Por meio de estímulos fiscais, crédito barato via BNDES e leis específicas (como foi o caso do código florestal que privilegia o agronegócio em detrimento do meio ambiente), a presidente Dilma tem sido generosa com os barões do agronegócio.

Recentemente, este mesmo governo anunciou a isenção de impostos para produtos da cesta básica como meio de evitar a inflação. Mas será que esta medida vai solucionar o problema do preço dos alimentos?

Infelizmente, acreditamos que não. Afinal, mesmo após a desoneração a cesta básica sofreu alta. Uma família composta por quatro pessoas gastou, em média, R$ 829 para comprar uma cesta básica em março – R$ 21 a mais que o que gastava no mês anterior (dados do Dieese).

Com isso, os trabalhadores são os que mais sofrem com esta realidade. A nossa primeira necessidade (comer e beber) está consumindo, cada vez mais, quase a totalidade de nosso orçamento.

O que fazer?
Este problema só será resolvido com uma mudança radical no campo. O Brasil tem uma grande abundância de recursos naturais. Entretanto, continuaremos de barriga vazia enquanto estes recursos não estiverem a serviço das necessidades dos trabalhadores. Enfim, de nada adiantará nossas terras repletas de soja.

A questão agrária é uma questão de segurança e soberania nacional, de interesse de toda a classe trabalhadora. Só uma reforma agrária radical no campo, uma mudança na política de créditos em apoio ao pequeno produtor rural, acompanhada de uma nacionalização dos grandes conglomerados do agronegócio, sob controle dos trabalhadores do campo, pode aproveitar o potencial de nosso país e levar fartura às mesas dos brasileiros. 



UFRB divulga concurso com 41 vagas para professores do CCAAB e CFP

UFRB divulga concurso com 41 vagas para professores do CCAAB e CFP

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, através do seu Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) e do Centro de Formação de Professores (CFP), divulga que estão abertas 41 vagas para cargo de professor da carreira do magistério superior, por meio dos Editais 005/2013 e 006/2013, respectivamente. Abertas na última quarta-feira, 10 de abril, as inscrições seguem até 06 de maio.
São 28 vagas para o CFP e 13 para o CCAAB. O ingresso ocorrerá na classe auxiliar, nível I, com regime de trabalho de 40 horas semanais e dedicação exclusiva. O vencimento básico é de R$ 3.594,57, e o valor referente à retribuição por titulação será percebida de acordo com as titulações apresentadas no momento da posse.
O valor total da inscrição é de R$ 90. O concurso constará das seguintes etapas de prova: escrita ou escrita/prática, didática (aula pública), prova de títulos e defesa de memorial, previstas na Resolução CONAC Nº003/2013, conforme os critérios e parâmetros nela estabelecidos.
As áreas do conhecimento para o concurso do CFP são Lingüística, Ensino e Aprendizagem de Estudos Lingüísticos e Literários, Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa, Ensino de Libras, Libras, Ensino de Matemática, Ensino de Química, Química Geral e Orgânica, Física Geral, Astronomia, Ensino de Física, Matemática, Educação de Jovens e Adultos, Filosofia Geral, Psicologia da Educação, Currículo e Didática, Estágio em Ambiente Escolar e não Escolar e Geografia, Agroecologia.
Já para o CCAAB, Microbiologia Geral com ênfase em Microbiologia de Alimentos, Microbiologia Geral com ênfase em Processos Fermentativos e Enzimáticos, Morfofunção Animal com ênfase em Histopatologia e Histologia, Morfofunção Animal com ênfase em Embriologia Comparada, Ciências Humanas Aplicadas à Educação, Zoologia dos Vertebrados com ênfase em Tetrapoda, Administração com ênfase em Administração da Produção, Materiais e Logística, Ecologia Geral com ênfase em Ecologia Teórica e Macroecologia, Clínica Veterinária com ênfase em Diagnóstico por Imagem, Nutrição e Alimentação Animal com ênfase em Pastagens e Plantas Forrageiras, Produção e Nutrição de Não Ruminantes com ênfase em Suinocultura, Produção de Ruminantes com ênfase em Bovinocultura de Corte, Avaliação de Carcaça e Bubalinocultura, Associativismo.
Mais informações na página concursos da UFRB.
Confira:
Edital Nº 005/2013;
Edital Nº 006/2013.

domingo, 18 de março de 2012

Entrevista Exclusiva - Pedro Demo

CONTRA O INSTRUCIONISMO

Defensor da pesquisa como fundamento docente fala sobre o instrucionismo preponderante nas escolas brasileiras e sobre o vestibular.

Nas ultimas semanas um debate intenso tem ocorrido no Brasil por conta da proposta do MEC de mudar o atual modelo de seleção para as universidades federais. Instrucionistas, reprodutivos e seletivos socioeconomicamente (não tanto intelectualmente) é assim que o professor Pedro Demo classifica o atual vestibular.

Professor Titular Aposentado da Universidade de Brasília (UnB), PhD em Sociologia pela Universidade de Saarbrücken(Alemanha) e autor de dezenas de livros entre os quais Educar pela Pesquisa (na 8ª edição), Saber Pensar (6ª edição), ele defende o fim do protagonismo da aula “No Brasil, no entanto, aprender é escutar aula. Um absurdo, tendo em vista que grande das aulas é cópia feita para ser copiada.”.

Confira abaixo a Entrevista EXCLUSIVA concedida gentilmente ao Depois da Aula pelo professor onde ele fala sobre vestibular, salário dos professores e a escola pública no Brasil.

O MEC reascendeu o debate sobre a validade do atual modelo de seleção para o ensino superior - o vestibular. Num artigo, publicado no seu Blog, o sr. faz uma analise sobre esta questão a partir de uma texto da revista Veja do economista Claudio Moura e Castro. No seu o professor diz que “é fundamental superar a história dos vestibulares atuais, cuja defesa não faz sentido". Assim como o sr. vê a proposta do MEC de utilização de um "novo ENEM" como processo seletivo das universidades federais? O vestibular nos moldes atuais atende? Ele avalia o aluno?

Primeiro é importante tentar fazer algo diferente dos atuais vestibulares, muito instrucionistas, reprodutivos e seletivos socioeconomicamente (não tanto intelectualmente). Segundo, o candidato mais à mão é o Enem, desde que fosse revisto para introduzir nele propostas que exigem mais raciocínio, solução de problemas, interpretação, e sobretudo redação. Terceiro, toda proposta de avaliação é questionável, por mil razões, já que é sempre projeto complicado julgar "aprendizagem", uma dinâmica tipicamente não linear, complexa. Quarto, quando menos, isto poderia dar uma boa discussão, para voltarmos a conversar sobre avaliação em nome do direito do aluno de aprender bem.

Um conceito que o senhor trabalha é que a aula não é centro da aprendizagem. De certa forma essa discussão sobre o vestibular não deveria ser um debate sobre modelo de ensino, ou seja uma reflexão sobre a aula, sobre o próprio ensino no Brasil?

Certo, esta discussão deveria colocar o dedo na ferida: o instrucionismo. É fundamental finalmente entender que professor não é quem dá aula, mas que, sendo autor, tem algo de reconstruído para oferecer. É urgente aprender a estudar.

Em uma de suas ultimas publicações, o livro "Bom Docente". É feito um questionamento ao instrucionismo e é expresso a convicção de que a qualidade docente é crucial para a qualidade discente. Quem seria este "bom professor"? como o senhor o caracterizaria?

Poderia começar dizendo que pesquisa é fundamento docente e discente, porque é boa estratégia de aprendizagem (além de ser estratégia de produção de conhecimento). Poderia resumir em "autoria", para realçar a idéia de que aluno aprende bem com professor que aprende bem (aula é decorrência secundária). No Brasil, no entanto, aprender é escutar aula. Um absurdo, tendo em vista que grande das aulas é cópia feita para ser copiada. Por isso, é decisivo mudar a definição de professor: não é quem dá aula, mas que sabe fazer o aluno aprender bem.

Discutir sobre o "bom professor" não implica discutir antes "boas condições de trabalho"?

Não diria que necessariamente as boas condições de trabalho vêm antes, mas são decisivas. É melhor ver as coisas juntas: boa formação, boas condições de trabalho e compromisso com o aluno. Salário não resolve, sozinho, a questão: um alfabetizador que não sabe alfabetizar pode ganhar o salário que quiser e continuará não sabendo. Mas não podemos conviver com os atuais salários docentes, em nome da dignidade do professor que é um dos artífices da cidadania popular.

Professor uma de suas áreas de atuação e produção acadêmica é sobre ao tema educação e cidadania e enquanto um estudioso que pergunto quais as perspectivas da cidadania no Brasil atualmente?a escola tem contribuído no seu avanço?

A escola tem contribuído muito pouco e, como o desempenho escolar estaria em queda, pode estar contribuindo cada vez menos. Mas uma boa escola pública é ainda um palco formidável da cidadania popular. Talvez seja a única chance do pobre: aprender a estudar bem. Assim, toda crítica que se faça à escola e ao professor só pode ter o sentido da os valorizar tanto mais. Nunca demos ao professor a atenção que precisa e merece.

Olá amig@s saiu edital do concurso de Amargosa

A Prefeitura de Amargosa divulgou hoje (12) o edital do concurso público municipal. Foram disponibilizadas 190 vagas para cargos de nível fundamental, médio e superior e 346 para formação de cadastros reserva. Os salários variam entre R$ 622,00 à R$ 8.000,00. Dentre as vagas disponíveis, estão as de Agente de Trânsito e Guarda Municipal.


As inscrições devem ser feitas entre os dias 12 e 25 de março, através do site http://concursos.fapes.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 30 para nível fundamental, R$ 50 para nível médio e R$ 80 para nível superior. A prova objetiva será realizada no dia 29 de abril de 2012.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Nossa educação caindo das pernas!

FANTÁSTICO ESSE VÍDEO, ORIENTO QUE TODOS ASSISTAM.

Orlando Silva é o sexto ministro a cair no governo Dilma

Após dias de desgaste provocado por denúncias de corrupção, o PCdoB anunciou que o ministro dos Esportes, Orlando Silva, entrega o cargo a Dilma nesse dia 26 de outubro. Orlando se torna assim o quinto ministro a cair devido a escândalos de corrupção no governo em menos de um ano de mandato, um recorde absoluto.

O acordo firmado entre o Planalto, através do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e a direção do partido, estabelece a saída de Orlando Silva da pasta, ao mesmo tempo em que assegura ao PCdoB a continuidade do comando dos Esportes. A decisão foi tomada para poupar o governo de mais desgaste e blindar o partido da crise que já se espalhava pela sigla e atingia até mesmo a deputada Manuela D’Ávila, pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre.

A abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal para investigar o caso, nesse dia 25, teria sido a gota d’água que selou o destino de Orlando Silva.

As denúncias

Embora o pivô desse mais recente escândalo, o programa Segundo Tempo, já estivesse sendo investigado pelo Ministério Público, o caso ganhou repercussão após o policial militar do Distrito Federal, João Dias Ferreira, ter denunciado Orlando Silva como chefe de um esquema de desvio de verbas na pasta. João Dias se filiou ao PCdoB em 2006 e, segundo ele, o desvio seria feito através de convênios entre o ministério e ONG’s. Para ele, R$ 40 milhões podem ter sido desviados dos Esportes nos últimos anos.

O caso, porém, parece longe de ser algo isolado. Segundo a própria Controladoria Geral da União, 67 convênios do ministério estão irregulares. Mas o partido não se limitaria a buscar dinheiro na pasta de Orlando Silva. A utilização de ONG’s para captar recursos públicos seria prática generalizada em outros ministérios. Segundo o jornal O Globo, a ONG Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ) teria recebido R$ 2,1 milhões do ministério da Cultura. O repasse não chamaria atenção se o endereço da entidade não fosse o mesmo que a UJS (União da Juventude Socialista), braço estudantil do PCdoB, no bairro do Bixiga na capital paulista.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Flores que brotam todos os dias

Há momentos em que nos achamos mais velhos, momentos em que pensamos sobre e como será o amanhã, haverá flores? Metamorfoses? Hoje foi um dia atípico, tive a oportunidade de ver as flores em estado de metamorfose, e que lindas flores, por isso a insistência em querer acreditar que sempre haverá flores e metamorfoses. Quem serão essas flores amanhã? Que perfume vão exalar? Até quando sua beleza será contemplada e invejada? Falando das flores literalmente, elas sempre brotam e passam por uma metamorfose, é o momento da angústia, da dor, do prazer, do encontro com o sol e a chuva, elas nascem, se pintam com diversas cores ou somente uma, encantam, embelezam lugares e pessoas, porém são flores, um dia elas morrem e somente outro levante de mudas e estações para brotar novas flores.

O momento em que vivemos na UFRB, especialmente no CFP em Amargosa – Bahia, contemplamos centenas de flores brotando, passando pela metamorfose da vida, pela metamorfose do ser, do belo e do feio, da luta, da angústia por querer perfumar o ambiente, por querer dar graça ao sem graça, por quere embelezar o feio, por querer conjugar o verbo “existir”, no plural “existimos ! ”. São essas flores que ainda me traz a esperança e os sonhos, são dessas flores contempladas que sou obrigado a sonhar e acreditar em sonhos, como dizia Lênin “sonhos, acredite neles”, espero que nesses sonhos eu possa sempre contemplar um jardim com flores e fazer parte dele.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Protesto dos Estudantes da UFRB acabou em greve


Alunos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia se reuniram no prédio da Reitoria na cidade de Cruz das Almas, visando uma discussão sobre as condições precárias que a Universidade se encontra questionando assim o processo de interiorização das Universidades.

Os estudantes decidiram entrar em greve e denunciam a omissão das autoridades nos problemas que concerne: Falta de professores em todos os campos, greve dos técnicos administrativos ( que já dura mais de 2 meses), estrutura precária ( prédios novos em total estado de degradação: lages caindo, rachaduras, danificações elétricas...), falta de campos para estágio e aulas práticas, segurança (onde em alguns campos ocorrem assaltos e até tentativa de violência sexual), dentre diversas outras reivindicações.




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Contra MP 532/11 que PRIVATIZA OS CORREIOS: paralisação nesta quarta-feira (31) em defesa dos Correios


O Senado Federal votará a Medida Provisória (MP 532/2011) do Governo Dilma que privatiza os Correios. Essa MP que foi aprovada pela ampla maioria dos deputados federais transformará os Correios em S/A (Sociedade Anônima), com o agravante de dar permissão à direção dos Correios para adquirir o controle acionário de outras empresas ou participar de seu capital, bem como para dar permissão de constituição de subsidiárias nos Correios.

No dia 31 de agosto, provável dia da votação da MP 532 no Senado Federal, está marcado como um Dia Nacional de Luta em Defesa dos Correios, no qual será denunciado publicamente os deputados federais traidores do povo e dos trabalhadores dos Correios, que votaram a favor dessa MP da privatização, bem como para exigir dos senadores para que não votem a favor dessa MP que entrega o patrimônio público ao grande capital.

Essa MP está a serviço dos objetivos do Governo diante da crise da economia capitalista, onde estão sendo atacados os direitos dos trabalhadores no mundo inteiro. Já são vistos os ataques à aposentadoria e direitos trabalhistas, com privatizações, ou seja, tudo para tentar salvar os bancos e grandes empresas às custas da exploração da classe trabalhadora. Esse é o caminho que o governo Dilma aponta também para os trabalhadores dos Correios.

Caso seja implantada, num curto prazo levará ao aumento dos serviços postais e ao prejuízo da população mais pobre nos locais mais distantes, onde os serviços são considerados onerosos. Os trabalhadores serão afetados com ameaça da perda do emprego, diante da ampliação da terceirização de serviços e do aumento da superexploração, levando ao empobrecimento maior dos trabalhadores e perda da qualidade do serviço postal.

O fato mais lamentável é que a então candidata Dilma, para ser eleita, falou mal do PSDB por privatizar as estatais. Mas, o que o PSDB e DEM não conseguiram fazer no governo FHC, o governo Dilma está fazendo agora, com apoio do PT e PCdoB que diziam apoiar os trabalhadores, quando antes na oposição diziam que eram contra a privatização. Eles falam em “modernização”, em “fortalecimento dos Correios”, em “ofertas de mais serviços”… Nada mais falso! A ECT poderia e deveria ter mais contratos de serviços e mais contratação de funcionários, devido às novas tecnologias. Pois, mesmo hoje, sendo 100% estatal, muitos destes serviços já vêm sendo implantados, tais como os serviços de entregas das encomendas compradas pela Internet, a Logística Integrada, etc..

Auditoria da Dívida denúncia: aumento da meta do superávit primário é mais dinheiro para os banqueiros

Os jornais mostram a decisão do governo de aumentar neste ano em R$ 10 bilhões o superávit primário, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida. Desta forma, a meta de superávit, que já era de R$ 117,9 bilhões, passa para R$ 127,9 bilhões. O governo alega que aumentando o superávit primário, o Banco Central poderá reduzir a taxa de juros. Porém, o Brasil pratica elevados superávits primários há mais de 10 anos, e continua com as maiores taxas de juros do mundo.

Esta decisão de aumentar o superávit reflete o grande aumento na arrecadação federal, que no período de janeiro a julho de 2011 foi 14% superior ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.

Ou seja: o governo arrecada cada vez mais, onerando principalmente os mais pobres – por meio dos tributos incidentes sobre o consumo e da renda dos salários – para pagar a dívida.

Enquanto isso, o setor financeiro – principal beneficiário da dívida pública – se utiliza de diversos artifícios para pagar menos tributos, conforme mostra a Folha Online. A Receita Federal vem constatando que os bancos têm declarado que recebem calotes de devedores em uma quantidade maior do que a efetiva, possibilitando um pagamento menor de imposto.

A injustiça tributária também se aprofunda na Itália, onde o primeiro-ministro Silvio Berlusconi desistiu de instituir um tributo sobre os mais ricos, o que seria o único ponto positivo de seu recente pacote de “austeridade”, que incluiu pesados cortes de gastos sociais. Esta suposta “austeridade” serve para pagar uma questionável dívida, feita em grande parte para salvar o setor financeiro.

Na Espanha o governo também tenta limitar os gastos sociais, agora por meio de uma iniciativa inédita: uma emenda à Constituição. Os principais sindicatos espanhóis lutam fortemente contra esta medida, que também serve ao pagamento de uma dívida feita para salvar bancos.

Desde 2008, os 27 países da União Européia executaram pacotes de salvamento de bancos no valor de nada menos que 2 trilhões de euros, conforme mostra o documento “As Cifras da Dívida – 2011”, elaborado pelo Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo – CADTM.

Ocupação na UEM leva 2 mil as ruas!

A UEM não vai embora, a UEM não vai embora!”

Ocupação Manuel Gutierrez, da UEM, só se fortalece

No dia 25 de agosto, enquanto realizávamos a V Assembléia Nacional da ANEL, os estudantes da Universidade Estadual de Maringá realizaram um ato de mais de 500 que rumou à reitoria, a quem eram dirigidas as reivindicações. Chegando lá, o reitor Júlio Prates, não concedeu nenhuma resposta convincente e a decisão foi unânime: ocupar a reitoria. Com algum enfrentamento com a segurança da universidade (que chegou a usar armas de choque!), os estudantes entraram e ocuparam. Desde então, o movimento só se fortaleceu. A ocupação foi nomeada de Manuel Gutierrez, uma homenagem ao estudante chileno de 14 anos que morreu por conta da truculenta repressão do governo Piñera; seu “crime” foi lutar em defesa da educação gratuita e de qualidade. A homenagem deixa claro a referência que é a luta da juventude chilena e todo o mundo para o movimento da UEM, e um incentivo que se fortaleça.

As reivindicações não diferem muito da realidade do restante das universidades. O ano começou com um corte no orçamento do Estado, realizado pelo governo de Beto Richa (PSDB), de 38% na verba de custeio das universidades estaduais, um montante de quase 15 milhões de reais. Para a UEM, esse corte significou 2,9 milhões de reais. Concretamente, significa filas gigantescas no Restaurante Universitário (“ei, Julio – reitor – vai comer no RU!”), estudantes submetidos à “bolsas-trabalho”, nenhuma moradia na universidade, campus do interior sem nenhuma condição estrutural, falta enorme de professores e servidores, e por aí vai…

A luta dos estudantes têm ganhado cada vez mais o apoio da comunidade acadêmica. Professores e servidores construíram uma Carta de apoio à ocupação, coletando dezenas de assinaturas. Nesta terça-feira, dia 30 de agosto, foi construído um enorme ato pelo DCE e o movimento da ocupação, com cerca de 2 mil estudantes. Contou com a presença de trabalhadores em apoio, como a oposição da APP (profissionais da educação), vinculados à CSP Conlutas. A Comissão Executiva da ANEL esteve presente na grande manifestação, e fez uma saudação pela entidade de apoio à luta, ressaltando a importância de se massificar e estar em unidade com estudantes de todo o Brasil, na batalha pelos 10% do PIB pra educação.

Paralelamente ao ato, uma comissão de 4 estudantes foi se reunir com o Secretário de Ciência e Tecnologia, que representava o governo estadual de Beto Richa numa mesa de negociação. Na reunião, ficou evidente a postura defensiva do governo. Com o famoso discurso da demagogia, se mostraram solícitos em ajudar, mas na prática pouco se avançou. Saiu de lá mais compromissos do que questões concretas, mas ainda assim, a reunião sinalizou uma vitória grande do movimento. O governo anunciou que irá reverter o corte dos 2,9 milhões com um repasse do orçamento estadual, e sobre as demais reivindicações, garantiram a adesão de um novo ônibus para universidade, acabar com as bolsas alimentação (onde o estudante tem que trabalhar no RU ganhando apenas o direito de comer de graça, uma refeição que custa R$1,60) e garantir quentinhas para os campi do interior. Fora isso, o resto foi sem prazos e com promessas. Os estudantes marcaram então uma nova Assembléia Geral para discutir, em base a negociação feita, os próximos passos do movimento.

Um aspecto surpreendente foi o compromisso, por parte do governo, de enviar um pedido ao Ministério da Educação de investir 10% do PIB na educação brasileira. Esta é, talvez, a maior expressão da defensiva que o governo do estado do Paraná se encontra no momento. Foi colocado contra a parede pelo movimento estudantil, e parece que agora, ou atende os estudantes, ou não terá muita escapatória.

É evidente que a luta da UEM se soma, em suas pautas e em seus métodos, às mobilizações que estão pipocando em todo o país. De uma semana pra outra, as lutas se fortaleceram muito e ao que tudo indica, teremos um semestre de grandes embates. A ocupação da reitoria da UEM, para conseguir uma vitória final, precisa agora se somar a essa onda de lutas em todo o Brasil e massificar suas reivindicações. Só com muita unidade com professores, servidores e com os estudantes de todo o país, além de evitar ao máximo o isolamento da ocupação e buscar a adesão de cada vez mais estudantes da universidade, é possível vencer. O que é bonito de se ver é que não há mais quem diga que sumiu: aqui está presente o movimento estudantil.

Mande MOÇÃO DE APOIO da sua entidade à Ocupação de Reitoria Manuel Gutierrez para os emails:


Nova onda de lutas no movimento estudantil: UFPR, UNIFESP, IFBAs, UFSC, UEM, UFF, UFES, UFMT

QUEM DISSE QUE SUMIU?
Nova onda de lutas no Movimento Estudantil: UFPR, UNIFESP, IFBAs, UFSC, UEM, UFF, UFES, UFMT…

Parece que os ventos da juventude indignada em todo o mundo, chegou ao Brasil. Só nessa semana da Jornada Nacional de Lutas, 7 reitorias foram ocupadas e 3 greves gerais de universidades estão em curso.

Todo mundo reconhece que 2011 foi um ano que começou diferente. Dia 25 de janeiro, começou uma Revolução no Egito e fez a força da praça Tahrir ocupada derrubar a ditadura de Mubarak e se tornar incentivo para a luta de jovens de todo o mundo. Foi assim na Espanha, Portugal, Grécia, Inglaterra, mais recentemente no Chile.

Os ventos da primavera árabe e do movimento 15-M parece que chegaram ao Brasil. Após o início das aulas, os estudantes vem se mobilizando com força em diversas universidades do país, fazendo assembléias com centenas de alunos que tem votado greve, manifestações e ocupações de reitoria, método muito utilizado no último ascenso estudantil de 2007.

Atualmente, a UFPR e a UNIFESP se encontram em greve geral, além dos Institutos Federais da Bahia, antigos CEFETs. Só nessa semana, as reitorias da UFPR, IFBAs, UFSC, UEM, UFF, UFES e UFS foram ocupadas. Todos as lutas expressam solidariedade à greve dos servidores federais e tem impulsionado indicativos de greve também dos professores universitários.

A semelhança nas pautas específicas é impressionante. Tratam-se de problemas acumulados nas universidades desde a expansão de vagas que se iniciou em 2007. Depois do aumento do número de alunos, a já pouca assistência estudantil se agravou muito, e hoje faltam vagas nas moradias, refeições nos restaurantes universitários, poucas bolsas e valores muito baixos. O governo federal, quando decretou o REUNI, não o fez de forma responsável. É fundamental que aumente o índice de jovens nas universidades, que não passa dos míseros 14%, o que é inaceitável é empurrar uma condição de ensino precária, com falta de estrutura, professores e sem a garantia da permanência estudantil.

É evidente que essa situação das universidades e institutos federais revela a enorme importância do aumento do investimento na educação pública. Atualmente, menos de 5% são investidos, e o governo Dilma, além de ter cortado no início do ano 3,1 bilhões de reais da educação, propôs um novo Plano Nacional da Educação que prevê um residual aumento de 7% do PIB, só para 2020! É por isso que a luta para resolver os problemas específicos de cada universidade, passa necessariamente por fortalecer a campanha nacional em defesa de 10% do PIB pra educação pública já! Campanha esta que está ganhando adesão de cada vez mais entidades e movimentos em todo o Brasil.

Outra semelhança entre todas as lutas é a ausência da União Nacional dos Estudantes. A UNE não apareceu em nenhuma para prestar apoio, e não é difícil entender a razão. Todas, sem exceção, acabam por se chocar contra o governo Dilma e sua política educacional, em especial o novo PNE. A UNE também não apareceu no dia 24 de agosto, na grande Marcha em Brasília que reuniu mais de 20 mil trabalhadores, sem terras e estudantes. Fica cada vez mais claro que a sua defesa dos 10% do PIB pra educação serve mais para aplaudir o governo do que realmente organizar a luta estudantil na base.

É necessário que as lutas em cada uma dessas universidades e colégios se fortaleçam e que, nas demais, as entidades estudantis construam iniciativas de luta para defender a qualidade da educação pública. Isso passa pela formação dos comitês da campanha dos 10% do PIB para educação pública já, organizando as entidades, planejando debates, seminários, manifestação e a construção de um grande Plebiscito Popular em novembro. É dessa forma que a luta da juventude brasileira pode se potencializar e alçar vôos ainda mais altos, trazendo os trabalhadores pras ruas junto conosco, e realmente transformando a educação em nosso país.