quarta-feira, 16 de março de 2011
Inércia do governo pode aumentar tragédia no Japão
Na última sexta-feira, dia 11, o Japão foi atingido por um dos maiores terremotos já registrados no mundo, chegando a uma magnitude de 9 pontos na escala Richter. Na sequência do terremoto, o país sofreu também com um tsunami que devastou algumas cidades da costa nordeste do país. As imagens do tsunami destruindo casas, carros, aviões e da pilha de destroços sendo arrastados pela força das ondas são impressionantes.
Pela intensidade do terremoto, o desastre poderia ser ainda maior, caso se abatesse em outro país e não no rico Japão. Para efeito de comparação, o tremor que matou mais de 230 mil pessoas no Haiti, em janeiro de 2010, foi 900 vezes menor do que o tremor japonês. Ou seja, se o mesmo terremoto, seguido por um tsunami, ocorresse em algum país pobre como Haiti ou a Indonésia, o número de vítima certamente estaria na casa de centenas de milhares. É importante lembrar que Indonésia e Sumatra sequer foram alertados do tsunami que devastou esses países em 2004.
Desastre nuclear
No entanto, a tragédia japonesa agora ameaça a se transformar numa grande catástrofe nuclear. A usina nuclear Fukushima 1, cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, sofreu pelo menos cinco explosões por conta do terremoto e há vazamento de radiação ao redor da usina. Outra usina que o governo decretou sob estado de urgência foi a de Onagawa.
A possibilidade de um desastre nuclear surpreende muita gente, pois o Japão sempre foi considerado um modelo de prevenção a desastres naturais, com experiência em sismos. Bilhões foram gastos em planejamento para o desenvolvimento de tecnologia para limitar os danos de tremores e tsunamis. A pergunta é: como o governo japonês deixou de fora deste planejamento as usinas nucleares? A resposta a essa questão evidencia uma grande negligência dos governantes do país.
O Japão tem 55 usinas deste tipo, fundamentais para alimentar uma das maiores economias capitalista do mundo. Entre elas a maior usina nuclear do mundo, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa. Por incrível que possa parecer essa usina foi construída sob uma falha geológica. Em julho de 2007, a usina de Kashiwazaki-Kariwa estava a 19 quilômetros do epicentro de um terremoto de 6,8 graus de magnitude na escala Richter, o que causou alguns danos à planta. Hoje a usina se encontra em funcionamento, depois de sofrer obras de reparação que custaram US$1,6 bilhão.
O que as autoridades não falam
Após o anúncio do vazamento radioativo na usina nuclear de Fukushima, o balanço dos fatos já assusta. Mais de 210 mil moradores da região onde fica a planta tiveram de ser evacuados e outros 160 estão sendo mantidos em quarentena pelas autoridades, que receiam o risco de contaminação por radiação. Uma zona de exclusão aérea de 30 quilômetros de diâmetro já foi criada na região. Dentro dela, os moradores estão proibidos de saírem de suas casas. Apesar de tudo isso, o governo do país demorou em alertar sobre a gravidade da situação.
Numa reportagem do jornal norte-americano New York Times, especialistas já haviam alertado que a usina não estava funcionando adequadamente logo depois do terremoto. Segundo o jornal, as quantidades de césio que foram detectadas indicavam claramente que o combustível que alimenta a planta já estava danificado. Contudo, as autoridades japonesas se mantiveram inertes por horas até ordenarem a evacuação da área. Agora, fornecem informações a conta-gotas à população. Segundo informações do governo japonês, a usina não foi planejada para aguentar tremores superiores a 7,9 graus na escala Richter, bem abaixo da intensidade do terremoto que atingiu o Japão.
“A situação se tornou tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à água do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington. Mas enquanto o governo do Japão se apressa em acalmar a população, minimizando os impactos da tragédia, explosões continuam atingindo os reatores da usina. Tudo indica que o acidente nuclear pode ser mais grave do que dizem as autoridades japonesas.
Segundo o jornal espanhol El País, André-Claude Lacoste, da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, informou que o acidente na usina nuclear de Fukushima está “mais além de Three Miles Island, sem chegar [ao nível de] Chernobyl”. A autoridade se refere aos dois mais importantes acidentes nucleares da história recente.
Em 1979, o acidente de Three Miles Island, próximo da cidade de Harrisburg, alcançou o nível 5, isto é, um acidente com consequências de maior alcance. Pouco antes de divulgar sua avaliação sobre o acidente nuclear no Japão, o governo da França orientou seus cidadãos a se retirarem imediatamente do país. Para os franceses esse nível já foi atingido pelo acidente de Fukushima I e caminha para o nível 6. A declaração contradiz a versão oficial do governo japonês que até agora qualificou o acidente em nível 4, com consequências e alcance locais.
A escala dos níveis de gravidade com acidentes nucleares vai até 7 (acidente grave), nível que foi atingido apenas pela catástrofe da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Na época, o regime stalinista da União Soviética ocultou de todo o mundo e da população ucraniana as reais consequências do desastre. Até hoje, não se sabe exatamente quantas pessoas morreram.
O terremoto no Japão foi a maior tragédia do país já registrada desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a tragédia pode ser ainda pior devido à falta de ação do governo. Investir em usinas nucleares sempre foi perigoso, mas construí-las sobre falhas geológicas é mais do que mera imprudência: simboliza o desprezo dos governantes com milhares de vidas e mostra a fragilidade da operação de usinas de energia nuclear no sistema capitalista.
[ 15/3/2011 15:55:00 ]
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
(Des) ABONO AOS PROFESSORES DE IPIAÚ !
Até quando esta história...
No dia 22 de dezembro (2010) representantes da Secretaria de Educação de Ipiaú, juntamente com membros da direção municipal da APLB/Sindicato, convocaram os professores para reivindicarem aos vereadores a aprovação da lei, concedendo pagamento de abono a categoria com as sobras de recursos do FUNDEB.
Para a decepção dos professores e professoras de boa fé, tudo não passou de um engodo, um blefe sem graça. Pois, mesmo com a aprovação do abono pelos vereadores, sob pressão dos professores, o prefeito do município não cumpriu com o que previa no projeto de lei encaminhado por ele mesmo ao poder legislativo.
Diante da falta de seriedade que a educação vem sofrendo pelos últimos gestores em Ipiaú, espera-se que a direção da APLB, sindicato da categoria, sem omissão, assuma seu papel de representante dos interesses da classe, mobilizando os trabalhadores à lutarem por mais dignidade e respeito, melhorando suas condições de trabalho e salário.
Albione Souza – Professor de História da rede pública municipal, estadual e Faculdade Santo Agostinho. Militante do PSTU
No dia 22 de dezembro (2010) representantes da Secretaria de Educação de Ipiaú, juntamente com membros da direção municipal da APLB/Sindicato, convocaram os professores para reivindicarem aos vereadores a aprovação da lei, concedendo pagamento de abono a categoria com as sobras de recursos do FUNDEB.
Para a decepção dos professores e professoras de boa fé, tudo não passou de um engodo, um blefe sem graça. Pois, mesmo com a aprovação do abono pelos vereadores, sob pressão dos professores, o prefeito do município não cumpriu com o que previa no projeto de lei encaminhado por ele mesmo ao poder legislativo.
Diante da falta de seriedade que a educação vem sofrendo pelos últimos gestores em Ipiaú, espera-se que a direção da APLB, sindicato da categoria, sem omissão, assuma seu papel de representante dos interesses da classe, mobilizando os trabalhadores à lutarem por mais dignidade e respeito, melhorando suas condições de trabalho e salário.
Albione Souza – Professor de História da rede pública municipal, estadual e Faculdade Santo Agostinho. Militante do PSTU
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Papa Níquel, Papa Tudo, o Papa é pope!
Segue-se a história e o que vemos são as entidades antes defensoras dos trabalhadores, hoje aliadas dos exploradores.Exploradores dos trabalhadores, exploradores da fé humana, exploradores da sorte e da miséria, exploradores do níquel e sobretudo de nossa riqueza.Infelizmente muita gente pousa de coitadinhos e coitadinhas, sem saber ao menos que se perderam na história, sem saber conscientemente que foram cooptados pela engrenagem do capital.
Viajando por nosso estado, sobretudo viajando em nossa cidade, vejo aqueles que outrora eram as vanguardas do pensamento da liberdade, da justiça, da luta e da defesa pela meio ambiente, hoje vivendo numa misquihesa de cargos municipais, submissos a secretarias pífias, reféns da grana Australiana.
Para finalizar, faço uma provocação a todos que hoje estão vendidos:É possível durmir e sonhar servindo a MAMOM? Como diz a velha metáfora bíblica, não é possivel servir a dois senhores, ou serve a Deus, ou serve a Mamom. Aos que estão servindo a Mamom (Capital), que passem bem no fundo do poço da miséria mental, aos que querem servir a Deus, que continuem nesse luta, na luta pela justiça, na luta pelos trabalhadores, pelos desempregados, pelos marginalizados, na luta contra a homofobia e contra o racismo, e na luta pelo meio ambinte.
Viajando por nosso estado, sobretudo viajando em nossa cidade, vejo aqueles que outrora eram as vanguardas do pensamento da liberdade, da justiça, da luta e da defesa pela meio ambiente, hoje vivendo numa misquihesa de cargos municipais, submissos a secretarias pífias, reféns da grana Australiana.
Para finalizar, faço uma provocação a todos que hoje estão vendidos:É possível durmir e sonhar servindo a MAMOM? Como diz a velha metáfora bíblica, não é possivel servir a dois senhores, ou serve a Deus, ou serve a Mamom. Aos que estão servindo a Mamom (Capital), que passem bem no fundo do poço da miséria mental, aos que querem servir a Deus, que continuem nesse luta, na luta pela justiça, na luta pelos trabalhadores, pelos desempregados, pelos marginalizados, na luta contra a homofobia e contra o racismo, e na luta pelo meio ambinte.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Ipiaú: Mais um Suicídio é registrado em Ipiaú
O que é Suicídio: Suicídio, do latim sui (próprio) e caedere (matar), é o ato intencional de matar a si mesmo. Sua causa mais comum é um transtorno mental que pode incluir depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas.Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.
Mais de um milhão de pessoas come tem suicídio a cada ano, tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não-fatais a cada ano em todo o mundo.
Em Ipiaú:
Na madrugada desta segunda-feira(06/12), um suicídio foi registrado no município de Ipiaú. Crispiniano Santiago, conhecido popularmente por Crispim, foi encontrado enforcado na sua residência que fica localizada na Rua José Muniz Ferreira, a conhecida rua do Cacau, em pleno centro de Ipiaú. Informações dão conta que Crispim era uma pessoa bastante comunicativa e alegre, mas que havia sido demitido há poucos dias da Fundação Hospitalar de Ipiaú, onde servia como eletricista. As autoridades competentes estão investigando o ocorrido
Mais de um milhão de pessoas come tem suicídio a cada ano, tornando-se esta a décima causa de morte no mundo. Trata-se de uma das principais causas de morte entre adolescentes e adultos com menos de 35 anos de idade. Entretanto, há uma estimativa de 10 a 20 milhões de tentativas de suicídios não-fatais a cada ano em todo o mundo.
Em Ipiaú:
Na madrugada desta segunda-feira(06/12), um suicídio foi registrado no município de Ipiaú. Crispiniano Santiago, conhecido popularmente por Crispim, foi encontrado enforcado na sua residência que fica localizada na Rua José Muniz Ferreira, a conhecida rua do Cacau, em pleno centro de Ipiaú. Informações dão conta que Crispim era uma pessoa bastante comunicativa e alegre, mas que havia sido demitido há poucos dias da Fundação Hospitalar de Ipiaú, onde servia como eletricista. As autoridades competentes estão investigando o ocorrido
V Natal Solidário dos Correios de Ipiaú
Buscando atender o maior número possível dos pedidos, a meta é presentear, no dia 25 de dezembro ás 9:00 hs., aproximadamente 1.000 (um mil) crianças moradoras das imediações da Rua da Granja, no Bairro Waldemar Sampaio. E, para tornarmos possível a realização de tal evento, conta com o apoio de toda comunidade.
Participe você também, seja um agente solidário e proporcione um Natal Feliz para milhares de crianças.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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