segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
UNEB - UESB - UESC continuam em greve
Reunidos em assembleia na manhã de hoje, 27 de maio, os professores da UNEB deliberaram, por ampla maioria, pela continuidade da greve e rejeitaram a última proposta do Governo (veja aqui) por entender que mantém a cláusula da mordaça e não avança nas negociações sobre os dois pontos de pauta do movimento: a discussão do Decreto 12.583/11 e o acordo salarial 2010.
Para a categoria, o momento é de intensificar as mobilizações diante da intransigência e truculência do Governo. Na UESC e UESB, a greve também foi mantida e a proposta do Governo rejeitada. Na UEFS, haverá assembleia na próxima segunda-feira, 30 de maio, para avaliar o movimento.
Ato Público na Assembleia Legislativa – Dia 31 de maio
Na próxima terça-feira, 31 de maio, às 10h, o movimento dos professores das quatro Universidades Estaduais realizará um grande ato na Assembleia Legislativa (ALBA) em conjunto com estudantes e servidores. O objetivo é exigir o pagamento dos salários e o fechamento imediato do Acordo! Após o ato, o movimento da UNEB irá avaliar a viabilidade de acampar em algum prédio público. Venha preparado!
A ADUNEB informa que a entidade pagará despesas de deslocamento intermunicipal para participação no ato. O sindicato recomenda que os professores se organizem em bloco, por departamento, e fretem um ônibus. Alguns campi já confirmaram a vinda de caravanas para o ato e disposição de permanecer em Salvador para o acampamento.
Para organização financeira, a ADUNEB solicita que os professores enviem previamente os orçamentos do ônibus ou passagens intermunicipais para o email aduneb@atarde.com.br ou pelo telefone (71) 32357848.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Governo do PT - Jaques Wagner sem diferença do seu antecessor ACM
O Governo diz que faz mais pelo ensino superior, mas os fatos revelam o contrário.
Cortes de salários
•O governo Wagner mantém a postura autoritária de governos anteriores ao cortar os salários dos professores em greve. A greve é um direito constitucional conquistado pelos trabalhadores;
•Sem salários, cerca de cinco mil professores não têm condições de pagar suas contas como luz, água e telefone;
•Cortar salário é desrespeitar o trabalhador!
Ampliação de investimento
•O governo Wagner afirmou que fez incrementos recordes no ensino superior, no entanto, a educação teve queda de investimento prejudicando a sociedade baiana. Em quatro anos do Governo Wagner, a educação perdeu cerca de 1 bilhão de reais.
Absurdo
•Desde novembro de 2009, solicitamos uma reunião para tratarmos de nossas reivindicações. No entanto, só depois de um ano o governo abriu as negociações com os professores. No dia marcado para assinar o acordo salarial, o governo impôs uma condição nova para fechar o acordo: “não poderíamos reivindicar novos ganhos salariais por quatro anos”. Com esta condição, o governo paralisou as negociações.
•Só com greve dos professores e apoio da população baiana ao movimento, o governo reabriu as negociações. Mas, o governo na demonstra disposição para o diálogo, o que é necessário para uma verdadeira negociação.
Defasagem salarial
•A Bahia é o estado mais rico do Nordeste, entretanto o governador paga aos professores das universidades estaduais o segundo pior salário da Região.
•Temos perdas salariais em mais de 40%.
•O acordo salarial poderá dar ganhos salariais aos professores entre 7 e 18% apenas em 2014, mas não irá nos tirar da condição de piores salários do Nordeste. Por que o governo não quer que os professores façam novos acordos salariais nos próximos quatro anos? Será que sua intenção real é esvaziar as Universidades Estaduais forçando os professores a migrarem para outras instituições em busca de melhores salários e condições de trabalho e assim diminuir suas despesas e responsabilidades com o Ensino Superior baiano?
Decreto 12.583/11– Bloqueios de direitos
•O governador baixou um decreto que bloqueia direitos dos professores garantidos por Lei ;
•Esse decreto impede, por exemplo, que professores possam ser liberados para se qualificar em cursos de mestrado e doutorado, prejudicando a qualidade do ensino e das pesquisas nas universidades;
Infra estrutura precarizada
•Falta de salas de aula, equipamentos, livros, bibliotecas e laboratórios adequados para aulas práticas;
•Falta de condições adequadas para consolidar diversos cursos de mestrado e doutorado.
•Concursos insuficientes para atender as necessidades urgentes das universidades.
A nossa luta também é sua
•Neste momento, os professores das Universidades Estaduais estão em greve em defesa da Educação Superior para que o governo mude sua política de sucateamento da Educação e respeite os nossos direitos garantidos por leis. •As universidades, patrimônio do povo baiano, devem cumprir o seu papel social hoje e no futuro. Esse é um direito dos baianos e dele não abrimos mão!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Professores 3 x 0 Wagner: UEFS ganha batalha na justiça e vai receber salários cortados por Wagner (PT)
JUSTIÇA DETERMINA QUE ESTADO PAGUE OS SALÁRIOS SUSPENSOS DOS PROFESSORES DA UEFS
O pedido de liminar do mandado de segurança impetrado pela Adufs foi julgado favorável em decisão do Tribunal de Justiça da Bahia publicada hoje (25). A decisão determina que o governo pague imediatamente os salários suspensos do mês de abril dos professores e não efetue a suspensão dos salários enquanto a greve continuar. No dia 18, a justiça tinha julgado favorável o pedido de liminar da Aduneb preventivo à suspensão dos salários. O governo pode recorrer da decisão.
Wagner perde mais uma: Justiça obriga wagner pagar salários do professores da UESB
Dessa vez foi a ADUSB que ganhou na justiça o direito de receber pelos salários cortados pelo Governador Wagner (PT). Agora o governador já perdeu para UNEB e para UESB.
O Tribunal de Justiça da Bahia, através da desembargadora Drª. Deise Lago Ribeiro concedeu hoje, 25, liminar favorável à ADUSB-SSind em face do mandado de segurança impetrado no início do mês. Com a decisão, o Governo do Estado está obrigado a efetuar o pagamento dos salários cortados há 28 dias, quando o movimento paredista chegava ao seu 21º dia. Leia aqui.
A justiça informará oficialmente ao Governo e Reitoria sobre a decisão. O anseio da categoria é que os salários sejam pagos ainda hoje já que uma liminar tem o caráter imediato.
Em breve mais informações.
domingo, 22 de maio de 2011
Entrevista com a Professora Amanda Gurgel
Amanda Gurgel: “É necessário transformar nossa angústia em ação”
Em entrevista ao Portal, Portal O vídeo em que você denuncia a situação precária da educação pública já superou as 100 mil visualizações no YouTube e chegou à lista brasileira dos Trending Topics, no Twitter. Como você vê toda essa repercussão? –
Amanda Gurgel Em primeiro lugar, é importante falar sobre a minha surpresa diante de tamanha repercussão daquelas palavras que não são só minhas, mas de toda uma categoria, não só aqui no Rio Grande do Norte, mas em todo o Brasil, como se comprova nos diversos comentários postados sobre o vídeo. Também não imaginei que as pessoas que não vivem o nosso cotidiano não conhecessem à rotina de um professor e do funcionamento de uma escola pública. Então, diante de informações tão reais, acredito que a repercussão do vídeo se deve ao fato de minha fala ter sido dirigida à Secretária de Educação, Betânia Ramalho, à promotora da educação e aos deputados, figuras que ocupam postos elevados na sociedade, a quem as pessoas geralmente não costumam se reportar, tanto por não terem oportunidade quanto por se sentirem coagidas, ou por se sentirem inferiores. Enfim, talvez pela combinação desses dois fatores: tanto pela expressão de um sentimento contido, comum a todos nós, quanto pela atitude diante de deputados.
Portal O vídeo foi gravado durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Qual era a razão da audiência? Qual o objetivo daquele debate?
Amanda Gurgel Era uma audiência pública com o tema “O cenário da educação no RN”. O objetivo era debater as questões da educação no estado, apontando alternativas para os seus problemas. A princípio, não se pretendia discutir a greve dos professores e funcionários, mas diante da nossa presença essa intenção foi rechaçada.
Portal – Como você avalia a situação da educação pública hoje no Rio Grande do Norte e no Brasil?
Amanda Gurgel Não existe uma palavra que melhor defina a educação aqui no estado e no Brasil do que caos. Um caos generalizado que começa na nossa formação e vai desde a estrutura precária das escolas, passando pelo caráter burocrático que ganharam as funções de coordenação pedagógica e direção, a superlotação das salas de aula, a demanda não suprida de professores chegando, finalmente, à remuneração do trabalhador que constitui a representação material do valor que é dado a nossa profissão. Mas, obviamente, todo esse caos não acontece por acaso. Há uma clara intenção da burguesia em manter a classe trabalhadora excluída dos processos que propiciem o desenvolvimento intelectual. Com isso, ela alcança dois objetivos: garante que os trabalhadores não atinjam altos níveis de cultura e pensamento crítico, conseguindo, no máximo, serem alfabetizados e aprenderem um ofício; dividir a classe trabalhadora, colocando-a em lados aparentemente opostos, como é o caso, muitas vezes, da relação entre professores e alunos ou as suas mães e os seus pais. É comum as pessoas acreditarem que greves prejudicam os alunos, quando é justamente o contrário: somente nas greves temos a oportunidade de abrir para a sociedade, os problemas que nós nos acostumamos a administrar no nosso cotidiano e que nos impedem de realizar o nosso trabalho. Somente nas greves podemos obter conquistas para a educação, pois, ainda que muitos já tenham sido envolvidos pelo discurso de que há outros mecanismos de luta que não a mobilização das massas, não é possível encontrar um caso em que nossos direitos tenham sido conquistados de outra forma. Os discursos de aparente conciliação servem apenas para mascarar ainda mais o fato de que a educação nunca foi prioridade para nenhum governo. Se não fosse assim, Dilma não teria cortado R$ 3 bilhões da educação nos primeiros dias do seu governo. Então, é necessário, em cada lugar do Brasil, transformar nossa angústia em ação. Não podemos baixar as cabeças atendendo às expectativas da burguesia. Precisamos mostrar a nossa consciência de classe e a nossa capacidade de organização.
Portal – A greve da educação no Rio Grande do Norte já atingiu mais de 90% das escolas, chegando até a 100% em regiões do interior. Na sua opinião, quais são as perspectivas da paralisação?
Amanda Gurgel Já contamos pouco mais de vinte dias de greve e a governadora Rosalba Ciarlini ainda não acenou com nenhuma proposta, tampouco uma que contemplasse as nossas reivindicações. Diante disso, a categoria tem reagido da melhor forma possível: lutando. A cada assembleia, recebemos informes de adesão das cidades do interior. Certamente, Rosalba e Betânia (secretária de educação) preparam alguma retaliação, mas estão enganadas se pensam que estamos para brincadeira. Não retornaremos às escolas sem o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos funcionários, a revisão do Plano dos professores, a aplicação da tabela salarial dos servidores e o pagamento de direitos atrasados. A arrecadação do Estado aumentou consideravelmente. Segundo o Dieese, só no primeiro trimestre desse ano, foram R$ 776 milhões de ICMS, o que representa R$ 110 milhões a mais do que no mesmo período do ano anterior. Além disso, de janeiro a abril, o Estado recebeu R$ 214 milhões de FUNDEB, cerca de 54 milhões a mais do que no ano anterior. Portanto, o momento não é para choradeira. O momento é para apresentação de propostas e negociação.
Portal – Você é militante do PSTU. Como aconteceu essa aproximação com o partido?
Amanda Gurgel Fui ativista do movimento estudantil e dirigente do Centro Acadêmico de Letras e do DCE da UFRN. Nessa época, tinha uma relação próxima com o PT, mas ao ingressar na categoria dos trabalhadores em educação, toda a imagem de movimento sindical que eu construíra ao longo da minha vida foi sumariamente desconstruída quando constatei a forma como a direção do PT/PCdoB dirigia a nossa entidade e utilizava a categoria como moeda de troca para benefícios próprios. Na segunda assembléia de que participei, já era oposição convicta. Mas, como havia outras oposições, aos poucos fui me localizando. Participei do congresso de fundação da Conlutas, passei a construir a oposição e algum tempo depois fiz uma reflexão e já não conseguia entender como eu podia ver que militantes tão obstinados dedicassem suas vidas à verdadeira defesa da classe trabalhadora, à defesa da classe a que pertenço, enquanto eu apenas trabalhava, trabalhava e cuidava da minha vida. Entendi que era minha obrigação dividir com eles, meus e minhas camaradas, essa tarefa. Por isso, eu entrei no PSTU.
a professora e militante do PSTU, Amanda Gurgel, que calou deputados no Rio Grande do Norte em discurso durante audiência pública, falou sobre a repercussão nacional de seu vídeo e o cenário caótico da educação no estado e no Brasil.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Situação complicada na UFRB/CFP! Obras e pista de acesso um sério problema
Estive na UFRB/CFP e constatei uma série de problemas no referido Centro. Um deles é o atraso nas obras internas da UFRB. Conforme está no outdoor da UFRB e Governo Federal, a obra era para ser entregue em 120 dias e já ultrapassam 180 dias sem previsão de conclusão. Outra questão é a forma como a obra foi conduzida, por várias vezes foi visto a guarita sendo construída e reconstruída, quem está pagando isso?.
Uma grande preocupação ainda é a pista de acesso para a UFRB, pois temos uma pista sem nenhum acostamento para os estudantes e sem nehuma lombada para diminuar a velocidade dos veículos.
Na parte interior do departamento também é possível ver rachaduras no prédio, ausência de arborização e o corrimão da rampa de acesso quebrado.
De cima para baixo na segunda linha: 120 dias para entrega
Obras que demoram a terminar
Lagoa encantada
Corrimão da rampa quebrado
Pista de acesso a UFRB-CFP (Sem acostamento) e lombadas.
Esperando terminar a obra
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